Preso suspeito de causar incêndio em fazendas diz em vídeo que ateou fogo em pasto de propósito

Força-tarefa organizada pelo Corpo de Bombeiros e por 50 produtores rurais chegou a ser realizada em Caiapônia para combater o fogo. Segundo fazendeiro, fogo atingiu de cinco a sete fazendas.


Por Rota Araguaia em 26/08/2024 às 10:20 hs

Preso suspeito de causar incêndio em fazendas diz em vídeo que ateou fogo em pasto de propósito
Foto: Divulgação/Polícia Militar e Arquivo Pessoal/Jean Kleiton

Redação

Um homem foi preso no sábado (24) sob suspeita de ter causado um incêndio que destruiu aproximadamente 700 hectares de fazendas nas regiões de Caiapônia, Piranhas e Bom Jardim de Goiás. Em um vídeo divulgado pelas autoridades, o suspeito, cuja identidade não foi revelada, confessou ter ateado fogo propositalmente em um pasto.

O incêndio, que começou na tarde de quinta-feira (22), foi combatido por uma força-tarefa composta por equipes do Corpo de Bombeiros e cerca de 50 produtores rurais. O fogo devastou entre cinco a sete fazendas na região, causando prejuízos incalculáveis, segundo relatos do Batalhão Rural da Polícia Militar. Além dos danos materiais, vários animais foram queimados vivos, aumentando ainda mais a gravidade do ocorrido.

O suspeito foi preso enquanto estava ateando fogo em outro pasto durante um patrulhamento na BR-158, em Bom Jardim de Goiás. Ele foi encaminhado ao presídio de Aragarças e deve responder por crime de incêndio, conforme o artigo 250 do Código Penal Brasileiro, que prevê punição para quem causa incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio alheio.

O Corpo de Bombeiros informou que o incêndio foi controlado e está em fase de rescaldo, operação que consiste em apagar focos remanescentes. O rescaldo estava previsto para ser concluído no domingo (25).

Jean Kleiton, um dos fazendeiros afetados, destacou a união dos produtores rurais na luta contra as chamas. "Todos os produtores estão abraçando a causa, mesmo aqueles que não foram atingidos diretamente. Eles sabem que, se não ajudarem, o fogo pode chegar até suas propriedades", afirmou Kleiton.

As autoridades continuam monitorando a região para prevenir novos focos de incêndio e garantir a segurança das propriedades e dos moradores locais.




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